Iron Maiden: porque considero “Piece of Mind” o melhor álbum da banda

Antes que algum fã fundamentalista discorde da minha opinião e queira me torturar trancando-me em um quarto escuro tocando músicas da banda Los Hermanos durante 24 horas, quero dizer que o texto abaixo foi escrito apenas para destacar os motivos pelos quais considero este álbum como sendo o melhor lançamento de estúdio do Iron Maiden baseado, apenas, em meu gosto musical.

Após essa longa frase de “disclaimer” (conseguiu ler tudo sem parar para respirar?), vamos lá.

Lançado em 16 de maio de 1983, “Piece of Mind “marca a estréia de Nicko McBrain na banda , iniciando a melhor série de álbuns do Iron Maiden , que termina com o  lançamento de “Seventh Son of a Seventh Son” em 1988. A formação clássica da banda é desse período, da esquerda para a direita , é :

Dave Murray-guitarra

Bruce Dickinson –vocal

Steve Harris- baixo

Nicko McBrain – bateria

Adrian Smith –guitarra

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Falar desse disco ( meu primeiro contato foi através de um exemplar em vinil que comprei ) é sempre uma agradável viagem no tempo. A memória afetiva vem trazendo boas sensações,  como aquele bolo de chocolate gostoso que comemos quando estamos estressados e vamos a um café  para esquecer de tudo e descansar a cabeça.

O engraçado é que o nome  “Piece of Mind” é um trocadilho  com a expressão “peace of mind”, que siginifica “paz de espírito”. Na capa do álbum , vemos  o mascote Eddie lobotomizado (“piece” significa pedaço, então a brincadeira  é : lobotomizaram o Eddie , trazendo-o paz de espírito).

Uma das coisa que me  encantam no álbum é que sua sonoridade é crua  e as guitarras, principalmente, estão “na cara” . Uma forma de perceber o que falo é  escutar a música “Revelations” e suas pausas. Aquele silêncio entre as notas mostra que todos  os insturmetos  estão “secos”. A impressão ao escutar o disco ( LP ou CD)  com  uma boa aparelhagem é que a banda  está tocando em sua sala de  estar !

 Vamos ao faixa  a  faixa :

Where Eagles Dare

Steve Harris, tinha 12 anos quando Where Eagles Dare ( “O Desafio das Águias” no Brasil) chegou aos cinemas em  1968.Em 1983, Harris prestou homenagem ao filme ambientado na Segunda Guerra Mundial, estrelado por Clint Eastwood e Richard Burton

A músia  começa  com Nicko espancando a bateria , mostarnso ,assim, pros fãs da banda que ele tinha chegado pra ficar. A música é cheia de dinâmicas e tem um belo solo de guitarra no meio.

Revelations

Esta fantástica música está  no meu Top 10 da banda. Algo muito inspirador, com certeza ,aconteceu quando os músicos gravaram esta música. Sem extraterrestre aparecesse do nada me perguntando para definir Heavy Metal, eu certamente  colocaria esta música para ele escutar . Está  tudo ali : belas melodias , guitarras harmonizadas, uma letra fantástica e muita energia.

Flight of Icarus

O refrão dessa música  é um dos mais  belos da banda. Melodia e letra encaixam-se perfeitamente nessa  música que  conta um pouco da história do mitológico homem que sonhava em voar. Os solos de Dave  e Adrian encaixam-se perfeitamente como se eles fossem gêmeos univitelinos. Assim como Revelations, esta música  também está no meu Top 10  da  banda.

Die With Your Boots On

O título da música é uma expressão que significa morrer em batalha .Esta é a música que menos escuto desse álbum. Para mim, uma faixa mediana.

The Trooper

A  letra da música foi escrita por Steve Harris, e é geralmente interpretada, nos shows, por Bruce Dickinson, vestindo uma farda do exército britânico  segurando uma bandeira do Reino Unido. O texto baseia-se no poema de Lord Tennyson, intitulado “The Charge of The Light Brigade”. O fala da Batalha de Balaclava, ocorrida durante a Guerra da Criméia, em 1854. Trata-se basicamente de uma narrativa da batalha sob o ponto de vista de um cavaleiro britânico, que, sem esperanças, avança contra as linhas russas

A música é a mais tocada nas plataformas de streaming e tem presença garantida em todos os shows do Iron. Não é para menos: o ritmo galopante da música com suas  pausas e  as guitarras harmonizadas resumem bem a clássica sonoridade da banda.undefined

Still Life

A letra fala sobre um cara que se sente atraido por um lago, olha faces no lago, tem pesadelos sobre isso e enfim salta e leva sua desafortunada namorada com ele. É inspirada pelo romance de Ramsey Campbell, “The Inhabitant of The Lake.”

A música começa com uma intro  com um solo de guitarra bem melódico  e depois explode com  guitarras distorcidas  e bruce cantando agressivamente. É uma das minhas músicas preferidas da banda.

Quest for Fire

Inspirada no livro homônimo , a letra  fala sobre as brigas entre tribos rivais  pelo fogo, algo recentemente descoberto pelo homem na época em que os  também dinossauros caminhavam pela Terra.

Sun and Steel

A música fala sobre Miyamoto Musashi, um legendário espadachim japonês. A letra faz referências ao livro de Musashi’s, “A Book Of Five Rings.” A primeira luta de Musashi foi com a idade de 13 anos, quando ele (destreinado) supostamene derrotou seu oponente, um guerreiro samurai, matando-o com uma vara.

 Aos 16 anos teve sua segunda luta, e matou este oponente também. O verso “Through Earth and Water, Fire and Wind, you came at last, Nothing was the end” é uma referência ao “Book Of Five Rings.” Musashi também escreveu seu livro em 5 seções (livros): Earth, Water, Fire, Wind e Void (vazio). “You make your cut by Fire and Stones, take you and your blade, break you both in two”.

 O “corte de fogo e pedra” é um movimento que Musashi descreve no livro, capaz realmente de partir em dois o oponente e sua lâmina. Também, de acordo com o livro “Kenjutsu: The Japanese Art of Swordsmanship”, de Charles Daniel, Musashi morreu de causas naturais aos 61 anos.

A música, assim como The Trooper, também tem um ritmo galopante e um belo refrão .undefined

To Tame a Land

 Baseada na novela “Duna”, de Frank Herbert. A canção aparentemente deveria se intitular “Dune” e Steve pretendia usar uma citação falada do livro como introdução. Por questão de cortesia eles pediram permissão ao agente de Frank Herbert, e a resposta veio do próprio Herbert: “Não, porque Frank Herbert não gosta de bandas de rock, particularmente bandas de heavy rock e, especialmente, bandas como o Iron Maiden.” Mesmo informado de que a banda achava que seria uma boa divulgação do livro “Duna” e tudo mais, Frank Herbert disse que se o Iron Maiden continuasse com isso, seriam processados.

A música tem um jeitão egípsio , retomado na música Powerslave gravada em 1984.undefined

As consequências da perigosa “moda” de dedurar as pessoas em tempos de distanciamento social

Vivemos em uma época  estranha, na qual a natureza humana  começa a mostrar o seu lado bom (quando as pessoas se ajudam) e o lado ruim (que é quando um começa a sacanear o outro com o pretexto de colaborar com o bem coletivo). Sobre o lado ruim, aconteceram ,recentemente, dois fatos interessantes que enumero abaixo.

1-Em Nova Iorque, o prefeito Bill de Blasio lançou um aplicativo para que as pessaos  denunciassem onde estivesse havendo algomerações de indivíduos  e ações que desrespeitassem o isolamento social . Funciona  assim : a pessoa  envia  uma foto do que  está acontecendo junto a um  comentário com a localização de  onde ocorre a infração. A polícia seria enviada ao local assim que visse a denûncia. Os cidadãos americanos , amantes da democracia e da liberdade de expressão , enviaram fotos de protesto com suas  genitálias e o dedo médio para o aplicativo e frases indecorosas citando o prefeito novaiorquino.undefined

2-Em Saint Loius, no estado do Missouri, o prefeito tabmém criou um aplicativo com o mesmo objetivo de Nova Ioque e a coisa  começou a  funcionar. O “problema “  é que  a legislação local exige que esse tipo de informação seja púbica . A lei estava bem explícita no termo de adesão ao aplicativo, só que quase ninguém lê este termo,certo ?

Então, um cidadão chamado Jared Todd, que não concordava com o aplicativo, descobriu o caráter público das informações. Jared pedui os dados à prefeitura que enviou-os ao cidadão prontamente. Jared abriu uma lista pública  na internet  e  dedurou  os  dedos-duros. A lista  de mais de 900  denûncias incluia empregados “entregando” os empregadores, vizinhos dedurando vizinhos, etc.

Depois do ocorrido, os moradores da cidade  foram entrevistados e disseram que não sabiam do caráter público do aplicativo e que só voltariam a denunciar se a informação fosse protegida por sigilo.

Fica o aviso àqueles que curtem policiar a vida dos outros  e também para aqueles que adoram um estado policialesco que se intromete demais na vida do cidadão : o que você faz pode voltar-se contra você.

O divertido passatempo da troca de listas”Top 10″ com os amigos

Em época de distanciamento  social, começamos a inventar atividades para passar o tempo e evitar o tédio. Um dos meus passatempos preferidos é fazer listas. Isso gera muito  papo  entre  os  amigos e faz o tempo passar de forma prazerosa.

Fazer lista estilo “Top 10” é algo muito sério, pois isso nos faz refletir sobre tudo que vivemos em relação a um determinado assunto. Por exemplo : experimente fazer uma lista  sobre os dez álbuns musicais mais importantes na sua vida. Não é tarefa  fácil , principalmente , se você, como eu, for músico. Bate aquela responsabilidade de refletir sua personalidade musical através dos álbuns escolhidos.

Dá um frio na barriga danado!

Dez discos parecem  pouco, mas, para quem, como eu, tem mais de 40 anos, é muita história envolvida: memória afetiva que mistura sons, imagens e,em alguns casos,aromas. O ato de fazer uma lista pode levar-nos a uma jornada de autoconhecimento. Vamos lembrando de várias passagens de nossas vidas e lembrando de músicas marcantes.

O gosto musical da gente vai evoluindo, ficamos mais exigentes com o tempo e ,quando pensamos em álbuns, a coisa complica, pois começamos a pensar não só na música, mas  na qualidade da gravação, na capa e tudo fica mais complexo. O resultado disso é que começamos a subdividir as  categorias. Quando vamos falar de Rock  dos anos 70 ,por exemplo, acabamos  subdividindo  entre álbuns com músicas boas e som ruim e  álbuns  em geral.

 Isso faz uma baita diferença !

Muitas vezes, deixamos de escutar determinada música porque a gravação está tosca. Algumas bandas  como Pink Floyd e  Led Zeppelin sempre  estão nas  listas  de  melhores  dos  anos  70 pela qualidade musical  e  capricho em suas masterizações.

Outro critério digno de listagem é a capa do disco. O termo “disco” pode parecer arcaico em tempos de streaming , mas, quando vemos a capa em mídia física, principalmente vinil, notamos que a arte  era muito  importante. Há empresas como a Hipgnosis que fazia capas diferenciadas  para  bandas  e  também não podemos  esquecer do Rogear Dean, que,até hoje, faz capas pra  bandas como Yes e Uriah Heep.undefined

Passar horas discutindo com os amigos as diferenças entre as listas é um grande  barato, principalmente se todos estiverem bebendo uma cerveja simultaneamente (mesmo que seja online, pois, com o distanciamento social, não dá pra reunir em um boteco).  O papo flui e acho que reside aí a grande finalidade das listas : gerar discussão. Vamos examinando minunciosamente o assunto, vendo os prós e contras de cada álbum, etc. Esta discussão interminável é um combustível para nossaa imaginação que, muitas  vezes, faz a gente voltar no tempo. Trazer à tona essas boas lembranças é algo muito saudável que fazemos quando estamos conversando com os amigos.

Após muito refletir, segue abaixo o meu Top 10 de álbuns de estúdio de bandas de Rock.

  1. Argus –Wishbone Ash
  2. Slide it In –Whitesnake
  3. Under Lock and Key – Dokken
  4. Out of the Cellar- Ratt
  5. Balls  to the Wall – Accept
  6. Piece of Mind- Iron Maiden
  7. Screaming for Vengeance -Judas Priest
  8. Balance –Van Halen
  9. Heaven and Hell- Black Sabbath
  10. Lovedrive-Scorpions

Larica Total: programa de baixa gastronomia Rock and Roll para quem tem fome de bom humor

Se você tem uma sacola onde coloca sacolas de supermercado , sonha em ter um pinguim na geladeira e  já coou café com meia usada, o programa televisivo “Larica Total” tocará o seu coração.

Veja  a sinopse do programa :

Paulo Oliveira (Paulo Tiefenthaler) é um solteirão que mora sozinho em uma grande cidade e precisa se virar todos os dias para fazer sua comida. Em uma cozinha totalmente imunda, ele precisa se virar com o pouco que tem na geladeira e acaba criando receitas que nunca foram vistas.”

Todos temos aquela panela que nos acompanha desde quando éramos casados , nos deu força durante o divórcio e continua  alí , firme na cozinha  pro que der e vier. Essa  panela com a qual  temos vínculo afetivo é instrumento certo para fazermos aquele rango improvisado quando chegamos cansados em casa após  uma extenuante jornada de trabalho.Você entra na cozinha e a “panela guerreira” sorrí para você, pronta para  te auxiliar na próxima receita improvisada .

Um dos bordões do  apresentador, guru da “ culinária de guerrilha”, é ;

Vá com calma, respeite a sua falta de prática .

A frase supracitada faz sentido demais. O programa não é feito para quem deseja ser um chef de cozinha nem para aqueles que abrem uma garrafa de vinho  e sentem “aromas frutados”. “Larica Total” é feito para aqueles que chegam em casa , abrem a geladeira e a despensa e descobrem que precisam ser criativos com os ingredientes disponíveis, como, por  exemplo : um tomate, uma linguiça guardada de um churrasco que não aconteceu, meio pacote de macarrão e uma lata de cerveja.

Quem nunca improvisou na cozinha, que atire a primeira pedra.

Cinco músicas que refletem a alma do brasileiro

Na história da música brasileira, há várias músicas que retratam como somos e como funciona o Brasil. A lista a seguir possui 5 músicas atemporais , pois, no Brasil, “mudam o santo , mas o  milagre continua o mesmo”. Os autores destas músicas, sem querer querendo, captaram a  essência do que é ser brasileiro.

Procurei colocar na lista  músicas que podem ser contextualizadas por pessoas de direita , de esquerda , de centro ou seja lá de onde for.

Eu Sou Boy- Magazine-1983

Essa divertida música  mostra o cotidiano de um office boy , que personifica um amplo  espectro de trabalhadores quando fala   “acordo sete horas , tomo ônibus lotado”. O genial Kid Vinil , que já  está no céu alegrando o ambiente com sua irreverência,junto à banda Magazine, captou o espírito do trabalhador que enfrenta obstáculos cotidianos para  ganhar seu dinheiro suado.

Brasil – Cazuza, George israel e Nilo Romero-1988

Os versos cortantes “meu cartão de crédito é uma navalha” são viscerais. Apesar de ter “não me sortearam a Garota do Fantástico” , a música não perde sua contemporaneidade,pois, cada  época tem sua sex simbol : mulheres-fruta, paniquetes, paquitas e , atualmente, Pablo Vittar. A versão que mais curto desta música  é  a  versão da Cássia  Eller.

Inútil- Ultrage a Rigor-1985

Esta música é considerada como o segundo Hino Nacional por muitos. Não é para menos. A letra, usando um erro de concordância proposital, enumera várias coisas que  “a gente fazemos”.

Que país  é  esse?- Legião Urbna – 1987

A banda Legião Urbana lançou esta música no álbum homônimo de 1987. Por causa da pressão da gravadora (intensificada pelo fato de que a banda já havia extrapolado o prazo estabelecido em contrato de entregar três discos em 36 meses), Renato Russo  cobrava para gravar logo algumas canções da época do Aborto Elétrico (“Que país é Esse”, “Conexão Amazônica” e “Tédio”)  Isso contribuiu para que a ideia de um disco de inéditas fosse esquecida em favor de uma espécie de antologia.

Que país é  esse ? Essa  é pergunta  recorente entre os  brasileiros. Seria  o O Brasil o país  do  absurdo ?  Adoro uma  frase do  grande Ivan Lessa, que disse :

“De 15 em 15 anos, o Brasil esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos”

Verdade pura !

Políticos corruptos, oportunamente, usam e abusam da falta de memória dos brasileiros para  roubarem à vontade. Infleizmene, a letra de Brasil será sempre atual.

Plunct Plact Zoom- Raul Seixas-1983

Falar que uma música  do Raul Seixas  é  genial , é mais do que redundância. Eu poderia falar mil coisas  sobre  esta música  aqui , mas  vou ser  resumido. Encomendaram ao “Maluco Beleza” uma música para  um seriado infantil da  Rede Globo. Raul , astutamente, deu o  recado  ás crianças : fiquem espertos, a burocracia nos cerca por todos  os  lados !

Vale a pena escutar: 5 ótimas bandas que gravaram apenas um álbum de estúdio

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Banda de Rock é uma sociedade complexa: envolve egos, dinheiro e, em alguns casos, fama. Muitas bandas geniais não “decolaram” por vários motivos , entre eles, os que falei anteriormente. O fato é que há vários albuns excelentes dessas  “bandas de um álbum só “que são verdadeiras pérolas . Listo, abaixo , cinco deles.

Inox – Inox -1986

Montada em 1985, a banda tinha como integrantes Rolando Castelo Júnior na bateria, Fernando Costa na guitarra,Paulo Toledo no vocal e Sergis Capuano no Baixo.

Em 1986, a banda assinou contrato com a gravadora Epic e lançaram o LP com o mesmo nome da banda, Inox, que foi produzido por Luis Carlos Maluly, que também produziu o LP Revoluções por Minuto, do RPM. O LP possui oito canções, sendo sete composíções próprias e uma versão em português da música “Nuclear Attack”, de Gary Moore. O crítico Leopoldo Rey chegou a dizer em sua análise na revista Bizz, n° 14, de setembro de 1986 que “Se as letras fossem em inglês: o grupo passaria perfeitamente como estrangeiro. Eles conseguiram conciliar letras em português com o Hard  Rock, tornando as interpretações audíveis” e acrescentou que “É um som pesado de cidade grande, falando de asfalto, motores, gatas, cabelões e gente insatisfeita com as coisas atuais”.

A Epic optou por não lançar um novo álbum embora a banda já tivesse iniciado os trabalhos de gravação. Até hoje, não se sabe exatamente o motivo pelo qual a gravadora não quis continuar com o grupo. Na opinião do baterista da banda, “no Brasil nunca existiu muito espaço para as bandas Rock pesado.Faz sentido , pois , naquela época , as gravadoras priorizavam as bandas com sonoridade mais ” New Wave”

Músicas em destaque : Ranger, Fricção e Regulando Mixaria.

Maragold-Maragold-2013

A banda começou como uma idéia entre Greg Howe e o amigo e baixista de longa data Kevin Vecchione, que tocou no álbum “Five” de Greg . Eles conversaram muito sobre começar uma banda juntos, mas finalmente transformaram toda essa conversa em ação quando recrutaram a baterista Gianluca Palmieri, que tocou no álbum de Greg, “Sound Proof”. Tudo o que eles precisavam era de uma voz.

O grupo originalmente começou a trabalhar com um vocalista masculino, apenas para não perderem o embalo devido a seus vários outros projetos musicais. Foi quando o baixista Kevin, enquanto estava em turnê na região de Tri-State, descobriu um incrível talento vocal em Meghan Krauss, uma cantora de formação clássica que estava liderando uma banda cover de Deleware.

Músicas em destaque : Lullaby, Evergreen is Golder, Paradise Tsunami

Blind  Faith-Blind Faith -1969

Traffic e Cream acabaram na mesma época, deixando Eric Clapton e Steve Winwood sem bandas ou planos claros para o futuro. Os dois amigos começaram a tocar juntos no chalé  de Winwood, descobrindo rapidamente que tinham uma química incrível, mas não estavam realmente pensando em formar uma banda de verdade. Uma noite, Ginger Baker apareceu, totalmente sem aviso prévio. “O rosto de Steve se iluminou quando viu Ginger”, escreveu Clapton em suas memórias, ” até aquele momento estávamos apenas nos divertindo, sem agenda”. A presença de Baker os transformou em uma banda real, e com Ric Grech arredondando o grupo no baixo. Logo, músicas incríveis como “Can’t Find My Way Home” e “Presence of the Lord” começaram a sair do quarteto. Sua estréia auto-intitulada saiu em agosto de 1969 e liderou as paradas em todo o mundo, mas apenas algumas semanas depois eles fizeram seu último show no Havaí. Para Clapton, a  banda se  parecia muito como um novo Cream e ele queria perseguir novos desafios.

 Squares- Best Of The Early 80’s Demos-2019

A banda foi montada em 1979, e durou até 1983, chegando a fazer sucesso em São Francisco-CA. Ela foi importante para os músicos, pois foi com ela que eles começaram a fazer contatos e amizades no meio musical. Formada por Joe Satriani, Andy Milton e Jeff Campitelli, Squares faz um som Pop bem aos estilo anos 80 , com claras influências de The Police, o que é um ótimo sinal.

Músicas em destaque : Lullaby, Evergreen is Golder, Paradise Tsunami

 Banda Brylho- Brylho-1983

Grupo de soul-music integrado por Arnaldo Brandão (voz e baixo), Paulo Zdanowski (guitarra,voz), Cláudio Zoli (guitarra e voz), Robério Rafael (bateria), Bolão (percussão) e Ricardo Cristaldi (teclado) formado na cidade do Rio de Janeiro em 1978. Surgiu com o nome Brylho da Cidade, influenciado pelo movimento Black Rio que reunia Tim Maia, Cassiano, Carlos Dafé, Banda Black Rio, Sandra de Sá, entre outros. Em 1983, passou a ser chamado de Brylho, lançou pela WEA o seu único disco, fazendo sucesso com a música “Noite do Prazer” . Deste mesmo disco ainda constaram as faixas “Destrava Maria” , “Jóia Rara” e “Meditando”, entre outras. No ano seguinte o grupo participou, ao lado de Barão Vermelho, entre outros, da trilha sonora do filme “Bete Balanço“, de Leal Rodrigues. O grupo encerrou suas atividades em 1986, quando Arnaldo Brandão saiu para formar o Hanói-Hanói. Outros de seus integrantes deixaram o grupo e mais tarde fizeram carreira solo de sucesso como Cláudio Zoli. Paulo Zdanowski fundou a Banda Hits Forever , fazendo shows por muitos lugares, tocando o melhor do Rock Internacional e também do Rock Brasil, que marcaram época,além de continuar compondo para vários artistas.

O dilema do artista entre a neutralidade e o posicionamento ideológico.

Quando comecei a escrever este  texto , o primeiro personagem que mei veio à cabeça foi o Chacrinha , que  adorava  repetir uma frase maravilhosa:

“Eu vim para confundir , não para explicar”

O apresentador do carnavalesco programa  televisivo, sempre genial , estava à frente de seu tempo: ele atirarava bacalhau para a platéia majoritariamente feminina que , entrando na brincadeira, disputava o peixe como se fosse um buquê de noiva.

Sobre  a  frase supracitada , acho q Chacrinha já sabia que o mais importante não era fazer sentido, era entreter. O cidadão comum, ao chegar  em casa ,não quer ver um programa de TV ou escutar  uma música para receber uma lição de moral , ele quer apenas algo que o entretenha. O “Velho Guerreiro” não se preocupava  com o que os intelectuais pensavam sobre  ele.

Agora , entro com o tema  deste texto, que é um dilema para  alguns artistas : fazer mero entretenimento ou panfletar , de forma explícita, sobre determinada ideologia. Sim, o assunto é polêmico . Tenho  minha opinião sobre o assunto e vou dizê-la agora,já que trabalhei com artistas panfletários e  com aqueles  q se preocupam apenas com  sua  arte. Portanto , tenho experiência para apresentar os resultados de ambas estratégias de marketing. Prefiro falar  sobre os dois tipos de perfil  separadamente.Vamos lá.undefined

 Artista “neutro” que se preocupa  apenas  em  gerar conteúdo e divertir as pessoas.

Este tipo de artista sempre procura aperfeiçoar suas habilidades e possui amplas possibilidades de divulgação de seu material, pois  está  focando apenas em sua arte  e em como divulgá-la. Por não limitar-se a dissseminar determinada ideologia , possui um público amplo. Ele agrada ao público em geral que busca apenas entretenimento.

Alguns intelectuais gostam desse  perfil de artista , mas  a maioria não assume gostar, pois o mesmo é muito querido pela “plebe rude” e , no meio intelectual , curtir um artista do povão  não colabora com a construção de uma imagem intelectualmente superior.

Artista que faz questão de defender uma determinada ideologia como estratégia  de marketing.

Possui público mais limitado, já que seleciona seus fãs ao dizer algo que pode ser desagradável para muita gente. Este  tipo de artista tende a ter uma grande quantidade de haters. Alguns acreditam que a estratégia do “falem mal , mas falem de mim” ainda funciona no mundo de hoje.

Esta estratégia funciona bem para  artistas já consolidados, pois  eles   já possuem relevância e a mídia gosta de repercutir suas palavras como forma de gerar factóides com os quais o veículo de comunicação  e o artista se destacam. Este artista agrada àqueles intelectuais que gostam sempre de problematizar o mundo.

Concluindo, não quero dizer aqui que o artista deve ter o perfil A ou B para se dar bem. Estou apenas mostrando  o que tem acontecido com os perfis. Cabe ao artista escolher qual caminho  quer seguir tendo em mente o público a ser conquistado.

Yngwie Malmsteen,o intrépido sueco guitarrisita virtuose colecionador de Ferraris

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Lars Johan Yngve Lannerbäck, nascido em Estocolmo, 30 de junho de 1963, é o nome de batismo de Yngwie Malmsteen, guitarrista sueco que, com seu virtuosismo, fez a “casa cair” para pessoas que, como eu, aprenderam a tocar guitarra nos anos 80. Muitos torcem o nariz para Yngwie  devido ao fato de ele ser egocêntrico e ter o estranho hábito de colecionar os potentes e caros carros da Ferrari. Eu não me importo pelo fato de ele ser odiado pela sogra ou de  sempre cometer o crime grave de não colocar feijão  em cima do arroz. Para mim, o importante é o impacto que ele me causou com o belo timbre de sua Fender Stratocaster e sua técnica ultraveloz e limpa. Nunca me importei com o que o artista faz fora dos palcos. Cada um tem sua vida e suas inspirações. O que vale  é  o resultado, a música que me faz viajar para outros tempos e lugares. Malmsteen, misturando Jimmy Hendrix com Bach e Paganini, incendiou a cena guitarrística nos anos 80. Naquela época , a concorrência era pesada . Eddie Van Halen, George Lynch e Randy Rhoads  faziam  a cabeça dos  guitarristas adolescentes. Destacar-se no auge da época da guitarra “shred” não era pra qualquer um. Muitos acusavam o intrépido guitarrista de tocar sem” feeling”. Isso era mera “intriga da oposição”, pois há várias  músicas  nas  quais ele tira o pé do acelerador , expõe-se de peito aberto e faz a guitarra chorar.

A primeira música  que escutei foi “ Crying “, música do  álbum Trilogy que estava tocando, se não me engano, na Rádio Alvorada FM de Belo Horizonte. O impacto foi grande em mim. Uma mistura  de violão flamenco com música clássica me transportou pra outra dimensão e, não bastasse essa mistura, ele entra com a guitarra distorcida  e sai disparando notas rápidas e precisas como uma metralhadora melancólica. “Crying” possui o que chamo , paradoxalmente, de “tristeza alegre”, uma bela mistura de sentimentos.

Tratei de comprar o LP do “Trilogy” e , posteriormente, comprei o “ Rising Force” , que é considerado a bíblia da chamada  guitarra neoclássica. Depois de algum tempo , conseguí adquirir os Songbooks do dois álbuns  citados para  aprender a tocar as músicas. Foi um grande aprendizado . O processo demandou muita disciplina  e o constante uso do metrônomo. Com o tempo, conhecí o som do guitarrista americano Vinnie Moore e do alemão John Uli Roth que , inclusive , influenciou Yngwie, mas foi o sueco quem acendeu a chama que gerou em mim a vontade de otimizar minha técnica como guitarrista.

Distanciamento social: músicos do Winger regravam música com participação de Klaus Meine , Alice Cooper e outros rockstars

 Winger lançou uma versão estrelada da faixa de 2014 “Better Days Comin”, com um total de 24 convidados, incluindo Alice Cooper, Jeff Scott Soto, Alan Parsons e Klause Meine dos Scorpions, além de dezenas de fãs de Winger.

A nova versão da música foi montada depois que o líder da banda, Kip Winger, convidou as pessoas a se gravarem cantando o refrão, com o objetivo de fornecer uma mensagem animadora durante a pandemia de coronavírus. Confira no vídeo abaixo.

Iron Maiden Trilogy: “Piece of Mind”, “Powerslave” and “Somewhere in Time”

Why do people like trilogies? I don’t know, maybe it is because the meaning of the number 3 in kabbalistic  numerology:

 “Communication, evolution, interactivity, sincerity and expression is the key to the context that this number carries. It represents the world in a clear and egalitarian way, where everyone who composes has strength, creativity and transformation. “

Source : https://www.iquilibrio.com/blog/oraculos/numerologia/numerologia-cabalistica/#Numero_3

The number 3 idea brings strength, creativity and transformation, justifying why artists like to create trilogies. In cinema, we have, for example, the trilogy of “The Godfather”, in literature, we have several trilogies, as in “Lord of the Rings”.

Another day, in a pub conversation, where great ideas emerge, we started a conversation about trilogies. Driven by alcohol, we began to invent trilogies according to our musical taste, even though we know that the bands did not think of trilogies when they created their classic album sequences. It was a fun exercise to justify why we selected our classic albums. Coincidentally, we were 3 friends and we had drank 9 bottles of beer or (3 bottles of 600 ml each). The first friend, already with a slightly confused voice, soon started to quote Led Zeppelin’s first three albuns. The second soon spoke of three Jeff Beck albums: “The Jeff Beck Group”, “Blow by Blow” and “Wired”. Good choice!

My turn came and based on my affective memory, without hesitation, I said: “Piece of Mind”, “Powerslave” and “Somewhere in Time” by Iron Maiden. One of the friends also completed : “Seventh Son of a Seventh Son”, but, as we  were talking about  trilogies, I left this album out. In fact, my trilogy represents the band’s creative peak with completely different albums. I didn’t have to justify my choice to my friends, but I’ll write here a little about the reasons why I chose these three albums that are very important in the evolution of Heavy Metal as a whole.

My history with Iron Maiden started when I bought the “Powerslave” and “Piece of Mind” LPs together. I had already read about the band in specialized magazines and  I was curious to listen to  the music of the British band. I put the “Powerslave” Side A on the record player and freaked out with “Aces High”. I had never heard anything like it before: harmonized  guitars and Bruce Dickinson singing that fast, breathtaking melody. Soon after, “2 Minutes to Midnight” came with its powerful riff and the beautiful solos by Adrian Smith and Dave Murray. ” Losfer Words ”shows the two aces  dueling beautifully . I begin to understand better why the band was so acclaimed by the public and by magazines. Everything is perfectly synchronized. I listened to the title track and that Egyptian themed riff stayed in my head.

When I put “Piece of Mind”  to play, I noticed that the sound was different, raw, with the guitars “in my face”. I listened “Revelations” with its pauses coming and going and I felt like I was in the studio with the band. What a wonderful feeling! I listened to “Still Life” and embarked on the journey proposed by the beautiful solo of the introduction. Then, the heavy distorted guitars came in and I found myself doing air guitar feeling the power of the song. “To Tame a Land” ends with an Egyptian theme that reminds me of “Powerslave” and I got intrigued. Which album came out first? I researched the album covers and found out that “POM” was recorded before “Powerslave”, so I concluded that the last track on Side B was a harbinger of what would come on the next album.

About a year later, I was wandering down the street, walking past any store and I listened to “Stranger in a Strange Land” playing on the radio.  Iron Maiden, a Heavy Metal band, playing on a Brazilian radio in the 80’s! Bruce Dickinson and synthesized guitars? Yes, this is the sound of the new Iron Maiden album released in 1986: “Somewhere in Time”. I found a way to buy the album soon. It is important to remember the strategy of record labels at the time: as the only media to listen to music were LPs, cassete tapes and radio. It was common for a single to be released as a way of piquing consumer curiosity by making him buy the entire album to listen to all the songs. “Somewhere in Time” brought something new in the band’s sound: synthesized guitars. The wonderful idea came from Adrian Smith, who, keeping an eye on the new trends, brought freshness to the sound of the band. In addition to the previously mentioned track, the album had, among other fantastic songs, “Wasted Years” and “Alexander, The Great”, an epic song, 8 minutes and 37 seconds long and with a beautiful introduction. The cover is an extra trip: the band’s mascot, Eddie, was designed in a futuristic setting full of drawings alluding to the band’s music.

But then, you, who are very knowledgeable about  the band will say:  “Live After Death” was released in 1985, between Powerslave and Somewhere in Time. Yes, it is true, but “LAD” is a live album during  the “World Slavery Tour” and contains songs released by the band up to that time.

In 1988, the band released Seventh Son of a Seventh Son, an album that closed the magic decade of Iron Maiden’s genius releases with a flourish. After the “SSOASS”  tour, Adrian Smith left the band. With the departure of the guitarist, who decades later would return to the band, the sequence of magical Iron Maiden albums ended.