35 anos de “Brothers in Arms” do Dire Straits, o álbum que impulsionou o consumo de CDs pelo mundo

“I want my MTV”, cantado em “falsetto” por Sting na música Money for Nothing  é o slogan do canal de TV que  revolucionou o mercado musical ao disseminar a cultura  do videoclip e criar um padrão a ser seguido pelos artistas que queriam divulgar seu trabalho musical junto ao público jovem.

Esse clip passava  todos os  dias  em  todos  programas  musicas  da  TV brasileira juntamente com Radio Ga Ga do Queen, Jump do Van Halen e Dancing  in the Dark do Bruce Springsteen, músicas lançadas em 1984. No Brasil,a MTV só teria sua filial brasileira no início da década de 90. Então, cada uma das  emissoras de TV  tinha seu programa de clips como, por exemplo, o Clip Clip da Rede Globo.

O clip, que navegava na onda da MTV, mostrava dois entregadores inicialmente criticando os artistas da MTV (antecipando, assim, Beavis e Butthead) Posteriormente, eles começam a entender que deveriam aprender a tocar um instrumentos  também para se darem bem na vida. O engraçado é que a letra dessa música ,nos dias de hoje, seria algo totalmente politicamente incorreto.

Lançado em 13 de maio de 1985 e coproduzido por Neil Dorfsman ( produtor dos álbuns do Sting) e Mark Knopfler, Brothers in Arms foi um dos primeiros álbuns gravados digitalmente  através da máquina de fita digital de 24 tracks da Sony. Ele ganhou o Grammy de Melhor Engenharia de som em 1986 e novamente em 2006 por Melhor Som Surround após uma reedição. Realmente, o som do álbum é diferenciado. Trata-se de uma produção fomográfica irretocável que  mereceu todo o sucesso que teve.

Cinco de suas nove faixas  foram hits  absolutos no mundo inteiro. É sempre  bom lembrar que só havia rádio e TV para veicular música para as grandes massas. Nos Estados Unidos , a MTV fazia a cabeça dos jovens. Aqui no Brasil , as coisas demoravam um pouco para chegar , mas , mesmo assim, o álbum aqueceu bastante o mercado de CDs consolidado a nova mídia como “substituto do vinil” . Brothers in Arms foi um álbum muito importante na disseminação dos disquinhos prateados.

Músicos que  gravaram o álbum

John Illsley –baixo

Guy Fletcher- teclado

Mark Knopfler – guitarra e  voz

Omar Hakim –  bateria

Michael Brecker – saxofone

Allan Clark – piano e teclado

Participações  especiais

Sting – vocal em Money For Nothing

Tony Levin- Baixo em One World

Faixa a faixa

So Far Away – música que transmite  calma, com um belo arranjo de teclado ao fundo. A letra  fala de  distanciamento (bem  atual ,  né ?)

Money for Nothing – o timbre de guitarra  é oriundo de um microfone que , sabe-se  lá por qual motivo , estava  direcionado para o chão. O riff da música  tem bastante influência de música country e  a letra já foi comentada no texto acima.

Walk of Life – Música  animada  , com clima  country , a frase do teclado criada por Alan Clark é simples  e marcante. A letra fala sobre o estilo de vida  de  um músico .

Your Latest Trick –A música  tem  um clima  legal. Apesar do clima romântico da  parte instrumental, a letra fala de um homem solitário que se encontra  com  uma prostituta que acaba roubrando a grana  do cara deixando-o pior do que já estava.

Why Worry– Balada  gostosa com um timbre de guitarra  maravilhoso. A letra fala de um rapaz  consolando sua amada dizendo-a para não se preocupar com as coisas da  vida.

Ride Across The River– músca  com  sonoridade crimbenha que  deriva  em algo parecido com  Regae. A letra  fala  de um soldado em crise existencial .

The Man’s Too Strong – começa com sonoridade acústica  para depois  ir  alternando com  instrumentos  elétricos. O contraste  entre  elétrico e acústico  simboliza a  dualidade  de um soldado entre seu lado guerreiro e sua  sensibilidade.

One World– A música conta com a participação de  Tony Levin groovando  e slapando no baixo. A letra fala de um músico em uma fase difícil  da vida em busca de dias melhores.

Brothers in Arms– música cheia de climas , com um timbre lindo da Gibson Les Paul de Mark Knopfler. Solos inspirados com muito feeling.  A letra fala  da fraternidade entre os  soldados durante a  guerra nas  Ilhas  Falklands (Ilhas Malvinas  para os  Argentinos). A música  foi  relançada  em 2007 e  toda  a renda  foi convertida para instiruições que  cuidam  de  soldados veteranos.

Texto escrito por Oswaldo Marques

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