Yngwie Malmsteen,o intrépido sueco guitarrisita virtuose colecionador de Ferraris

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Lars Johan Yngve Lannerbäck, nascido em Estocolmo, 30 de junho de 1963, é o nome de batismo de Yngwie Malmsteen, guitarrista sueco que, com seu virtuosismo, fez a “casa cair” para pessoas que, como eu, aprenderam a tocar guitarra nos anos 80. Muitos torcem o nariz para Yngwie  devido ao fato de ele ser egocêntrico e ter o estranho hábito de colecionar os potentes e caros carros da Ferrari. Eu não me importo pelo fato de ele ser odiado pela sogra ou de  sempre cometer o crime grave de não colocar feijão  em cima do arroz. Para mim, o importante é o impacto que ele me causou com o belo timbre de sua Fender Stratocaster e sua técnica ultraveloz e limpa. Nunca me importei com o que o artista faz fora dos palcos. Cada um tem sua vida e suas inspirações. O que vale  é  o resultado, a música que me faz viajar para outros tempos e lugares. Malmsteen, misturando Jimmy Hendrix com Bach e Paganini, incendiou a cena guitarrística nos anos 80. Naquela época , a concorrência era pesada . Eddie Van Halen, George Lynch e Randy Rhoads  faziam  a cabeça dos  guitarristas adolescentes. Destacar-se no auge da época da guitarra “shred” não era pra qualquer um. Muitos acusavam o intrépido guitarrista de tocar sem” feeling”. Isso era mera “intriga da oposição”, pois há várias  músicas  nas  quais ele tira o pé do acelerador , expõe-se de peito aberto e faz a guitarra chorar.

A primeira música  que escutei foi “ Crying “, música do  álbum Trilogy que estava tocando, se não me engano, na Rádio Alvorada FM de Belo Horizonte. O impacto foi grande em mim. Uma mistura  de violão flamenco com música clássica me transportou pra outra dimensão e, não bastasse essa mistura, ele entra com a guitarra distorcida  e sai disparando notas rápidas e precisas como uma metralhadora melancólica. “Crying” possui o que chamo , paradoxalmente, de “tristeza alegre”, uma bela mistura de sentimentos.

Tratei de comprar o LP do “Trilogy” e , posteriormente, comprei o “ Rising Force” , que é considerado a bíblia da chamada  guitarra neoclássica. Depois de algum tempo , conseguí adquirir os Songbooks do dois álbuns  citados para  aprender a tocar as músicas. Foi um grande aprendizado . O processo demandou muita disciplina  e o constante uso do metrônomo. Com o tempo, conhecí o som do guitarrista americano Vinnie Moore e do alemão John Uli Roth que , inclusive , influenciou Yngwie, mas foi o sueco quem acendeu a chama que gerou em mim a vontade de otimizar minha técnica como guitarrista.

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